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30th
AUG

Boitatá, personagem do Folclore Brasileiro

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boitatá

BoitatáBoitatá

O Boitatá é representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e persegue e mata os que invadem e destroem as matas. Este mito é de origem indígena e é também um dos primeiros do folclore brasileiro. Existem relatos do boitatá nas cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como fogo que corre.

Outros nomes: Sul = Baitatá, Batatá, Bitatá. Nordeste = Batatão e Biatatá. Os índios = Mbaê-Tata.

Segundo a ciência, este fenômeno é chamado de Fogo-fátuo, que são os gases inflamáveis que surgem de pântanos, sepulturas e carcaças de grandes animais mortos, e que visto de longe parecem grandes tochas de fogo em movimento.

 

 

 

28th
AUG

Mula sem cabeça, personagem do Folclore Brasileiro

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mula sem cabeça

 

Mula sem cabeça no folclore é uma mulher que se transforma e uma mula e sai galopando soltando fogo pelas ventas. Isso acontece por ela ter namorado o padre ou perdido a virgindade antes do casamento.

Ela é muito temida e violenta, sai correndo pelos campos e arrebentando aos chutes quem se atravessa na sua frente, principalmente animais. Este era o castigo que tinha de pagar todas as semanas na quinta-feira para sexta e chega ao clarear do dia em casa toda machucada e já em forma de mulher.

Poesia ‘A mula sem cabeça’ do livro ‘O rio o pássaro as nuvens’de Marcia Theophilo

No dia em que a Mula Sem cabeça veio visitar
a Pequena cidade
e todos estavam medrosos dentro de suas pequenas casas.
Yací saiu e a viu. Depois contou a todos nós.
Era urna mula com a cabeça de mulher,
os cabelos eram fluidos,
sabia falar com os mortos, girava os cabelos
como só um cavalo pode fazer. Mas
continuava a girar a cabeça de mulher
com seu corpo de mula
quem a poderia conter. A fúria movia seus cabelos.
Corria desesperadamente entre os mortos,
no meio da noite, relinchando.
Quando descarregou toda a sua ira e estava cansada,
Yací se aproximou,
deu-lhe um pouco d’água, ela absorveu em grandes sorvos.

Quase chorava, os cabelos desarrumados
eram cheios de terra,
os ramos tinham arranhado asperamente o seu rosto.
Yací lhe lavou o rosto, e viu os seus olhos acesos
de uma visão remota, inacessível. Recompôs-se.

Eu quero o meu canto
entre os sol e as estrelas
recorde que todos os dias
o balanço é a minha forma.

Como contar a perturbação de Yací!
nos seus olhos fulgurava
um desejo insaciável. Esta mulher cavalo com toda a sua fúria
balançava os cabelos em uma violência contida,
depois estava ali
submersa lamentando-se em uma esp&eacutecie de estranho prazer.
Yací chegou-se mais perto. A luz da lua lhe fazia
ver melhor a cor de seus olhos:
eram igual ao mel incandescente.
Este estranho animal se aproximou,
lambendo-lhe o rosto com volúpia.
Este animal entre mulher e cavalo pousou nos seios de Yací,
dois estranhos seios pontiagudos
que quase a feriam e os volumosos
cabelos de cor bronzeada a envolveram.
A boca se espalhava por todo o seu corpo
e Yací entre o medo e a atração, quase desmaiou,
mas era em continuamente sacudida
por suas carícias pesadas e leves. De repente,
com um movimento brusco
de cabelos a abandona. E por muito tempo Yací
permanece imóvel,
nua entre os arbustos que a circundavam.
Algumas folhas caíram docemente
sobre seu rosto, como se quisessem provar
o que ela tinha provado.
As árvores que lhe estavam perto não moviam os ramos
e no entanto, um vento soprava, tocando levemente
as folhas que se mantinham
rígidas. O medo da Mula Sem Cabeça
fazia fugirem os outros seres vivos

 

Márcia Theóphilo - 1984

 

 

28th

Para refletir

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 para refletir

Neste mundo de quem pode mais chora menos, vai um texto para parar e pensar um pouco:

PARA REFLETIR!…
Cheguei com muita pressa e fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava desenvolvendo, além de planejar a minha viagem de férias, coisa que há tempos não faço.

Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um suco de laranja. a

Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino !
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um !

Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail.
Fico distraído vendo poesias, rindo com as piadas malucas.

- Senhor, peça para colocar margarina e queijo.
Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Tá Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?

Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora.

O peso na consciência, impedem-me de o dizer.

Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.

Então sentou-se à minha frente e perguntou:
- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens eletronicas mandadas por pessoas via Internet
(sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet ?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar… é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer.
Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo!!!
- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira…Virtual.
A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia.

Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.
Esperei que o menino acabasse de literalmente ‘devorar’ o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um ‘Brigado senhor, você é muito simpático!’.


Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!


Agora, tem duas escolhas…

1. Refletir sobre esta mensagem .

2. Fingir que não foi tocado por ela!!!

Texto tirado do arcanjo.com

26th
AUG

Candomblé e seus Orixás

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Orixas

Oxalá:

É o maior santo dos terreiros da Bahia. Identificado com o Senhor do Bonfim que também tem a maior devoção católica da Bahia. É o pai de todos os orixás. Mora na igreja do Bonfim. Está ligado aos rituais de purificação. come: cabra, pombo, milho branco. veste-se: branco (é a pureza). seu dia: é sexta- feira.

Egun:

É o espírito dos mortos que desce nos candomblés.
Acreditam que os mortos aparecem para dançar e comer, respondendo assim as invocações que lhes forem feitas.
Existem alguns candomblés especialmente dedicados ao culto dos mortos, que são de difícil acesso as pessoas não iniciadas.

Nanã:

É o orixá mais velho das águas, das chuvas.
suas cores: azul e branco.
seu dia votivo: quarta-feira (terça em Alagoas).
outro nome: Anamburucu
seu fetiche: a pedra marinha.
sua festa: no dia 26 de julho.
corresponde a: Nossa Senhora Sant’Ana,
avó de Jesus.

Iemanjá:

É a senhora das águas salgadas, a esposa de Oxalá, mãe de todos os orixás. Também Conhecida por Rainha do Mar,Princesa de Aiocá, Janaína, Inaê, Oloxum.
sua festa: é dia 2 de fevereiro.
suas cores: são azul e branco.
seu dia: sábado.
gosta de comer: cabra e milho branco.
corresponde: a Nossa Senhora da Conceição.

Exú:

As festas dos candomblés são precedidas pelas homenagens prestadas a este orixá, que alguns pensam ser demoníaco. Exu é um mensageiro. Para que não atrapalhe, para que tudo corra bem, fazem um “despacho de Exu”, antes das cerimônias e trabalhos.
gosta de comer: pipoca, farinha com azeite de dendê (farofa amarela).
suas cores são: vermelho e preto.
seu dia: segunda-feira, quando ele é homenageado, para que todos os outros dias da semana sejam bons.
Seus despachos são colocados nas encruzilhadas.

 

Obá:

É uma figura rara nos candomblés da Bahia, é também filha de Iemanjá.
Contam que Obá, querendo captar o amor de Xangô. Colocou em seu prato de caruru a sua própria orelha.
Daí ela se apresentar com uma das orelhas escondidas entre panos e enfeites.
suas cores: amarelo e vermelho.
come: galinha, acarajé, abará.
Usa braceletes de metal.

iaô:

Sendo o candomblé é uma religião de iniciação, as que serão filhas-de-santo, passarão por uma série de provas: raspar a cabeça, ficar reclusa, aprender encargos e deveres para com a religião, a fim de receber os orixás. As “iaôs”, após um período de mais ou menos sete anos, depois de “feitas” preparadas para os seus encargos) passarão a uma outra classificação: “Ebomim”. Se as Filhas-de-santo não forem tomadas pelos orixás, servindo de instrumento entre os orixás e os homens serão apenas “Équedi”. Não dançarão nos terreiros. Serão apenas auxiliares das filhas que recebem os seus orixás.

Iansã:

É a divindade dos ventos e das tempestades.
É a terceira esposa de Xangô. Guerreira valente.
Ora se apresenta como velha, ora como jovem.
suas cores são: O vermelho e o branco.
sua festa: é no dia 4 de dezembro.
seu dia: sexta-feira.
corresponde a: Santa Bárbara.

Oçaim:

É a “dona das folhas”. É o próprio mato.
bebe: mel e cachaça.
come: bode, frango e milho branco.
seu dia: terça-feira.
roupas: de chita.
suas cores: rosa e verde.

Ogun:

Deus da guerra, da luta.
seu símbolo: Uma espada de ferro.
suas cores: azul-escuro e o branco.
come: bode e galo.
seu dia: terça-feira.
corresponde a: Santo Antônio, católico, na Bahia.

Omolu:

Também chamado Obaluaiê. É o mais temido dos orixás.
comanda: a saúde e as doenças.
come: milho branco e pipocas.
seu dia: é a segunda-feira.
suas cores são: vermelho e preto, ou preto e branco.
corresponde: a São Bento ou São Roque

Oxadiã:

Confunde-se c/o Deus-Menino
na Bahia.
É alegre, jovem, ágil.
Se apresenta com uma espécie
de pilão prateado na mão.
Também chamado de Oxanguiã.

Oxalufá:

É também chamado de Oxolufá, ou carinhosamente de papai.
É o Oxalá velho que se apresenta apoiado num bastão paxoró (que é uma espécie de cajado de pastor), símbolo da sua supremacia e autoridade.

Oxalufam:

O Oxalá velho. O Oxalá moço é Oxanguiã.
É o pai de todos os orixás.
O mais importante de todos.
veste-se: de branco.
seu dia da semana: sexta-feira.
corresponde: Nosso Senhor do Bonfim.

Oxossi:

Rei de Ketu. Deus da caça, das florestas.
seu símbolo: o arco e fecha.
vestes: chapéu de couro e um rabo de boi na mão.
suas cores: o verde e o amarelo.
seu dia votivo: quinta- feira.
corresponde: São Jorge, na Bahia.

Oxum:

Deusa das águas doces.
Esta orixá é filha de Iemanjá com seu irmão Xangô. Nos candomblés, quando se apresenta com um leque de latão (abebê) em cujo centro há um espelho, é chamada de: Oxum-Abaló.
dia da semana: festejada aos sábados.
gosta de comer: feijão, tainha, cabra e galinha.
sua cor: amarela.
Usa metais também amarelos.

Oxumaré:

O arco-íris. Sua função é transportar água do mar e dos rios para o palácio Xangô. Quem assobiar perto deste orixá pode ser punido, mudando de sexo.
cores: branco e amarelo.
seu símbolo: uma cobra de ferro.
seu dia da semana: terça-feira.
corresponde: São Bartolomeu.

Xangô:

É o deus das trovoadas, raios, chuvas e tempestades.
sua “festa” é no dia: 30 de setembro.
seu dia da semana: Quarta-feira.
cores: O vermelho e o branco.
seu símbolo: O machado
foi marido de três mulheres:
Obá, Oxum, Iansã.
comidas preferidas: O cágado e o caruru.
corresponde: São Jerônimo ou São Pedro.