Chernobil e Fukushima, desastres nucleares históricos

O homem inventa, desenvolve e constrói produtos que são indestrutíveis e sem qualquer possibilidade de controle caso escapem ou vazem. Neste caso, é a construção de reatores nucleares para produção de energia elétrica e ogivas nucleares para bombas atômicas.

Poder Nuclear

Tanto em uma usina nuclear, quanto em uma bomba atômica, os riscos são enormes. Basta um terremoto, um maremoto ou até uma falha humana e tudo pode explodir, levando para morte milhares de pessoas ao redor do ocorrido. Podendo chegar a centenas de quilômetros de circunferência ou mais. Abrangendo tudo: cidades inteiras, contaminando animais, água e plantações por várias gerações.

A população só tem uma chance, que é a de sair o mais rápido possível para não ser afetada pela radiação que se espalha rapidamente pelo ar.

Desastre nuclear de Chernobil, Ucrânia

A usina de Chernobil, na Ucrânia explodiu em abril de 1986. Ainda hoje se conserva o material radioativo quase que totalmente armazenado no local. Caso tudo fosse pelos ares, a previsão era catastrófica. Iria contaminar toda a Europa. Isso só não aconteceu porque uma equipe de bravos trabalhadores, considerados heróis, enfrentaram a radiação sabendo que iriam morrer, mas conseguiram isolar provisoriamente o local com concreto. Aqueles que ficaram expostos morreram meses depois. Um deles, Anatoli Zakharov, bombeiro, escreveu no seu relatório sobre o ocorrido:

“Nós sabíamos da radiação! Se nós tivéssemos seguido o regulamento nós não chegaríamos nem perto do reator. Mas era a nossa obrigação moral – nosso dever. Nós éramos como kamikazes.”

Ele morreu 21 dias depois dos primeiros reparos no local da explosão, em consequência da alta exposição que sofreu.

Acidente nuclear de Fukushima – Japão

O acidente em 11 de março de 2011 foi provocado pelo terremoto de magnitude 9.0, seguido de um forte tsunami. Apesar das fortes proteções ao redor da usina nuclear, que previa ondas altas, a água invadiu as instalações, obrigando o desligamento e causando o acidente. A consequência foi a fusão do núcleo e a explosão de hidrogênio que arrebentou a proteção dos reatores levando ao vazamentos de radiação.

Logo depois foram evacuados cerca de 350 mil pessoas dos arredores da usina. Em um raio de 2 mil quilômetros. Também foi feito o descarte de toda produção de alimentos da área. A cidade mais próxima, Namie, que tinha pouco mais de 18 mil habitantes, está abandonada, Só se entra lá com autorização especial, e um medidor de radiação. A exposição a radiação deve ficar abaixo de um certo limite para evitar danos permanentes ao organismo.

Ainda hoje, o vazamento radioativo não foi totalmente eliminado. A enorme quantidade de água que foi usada no resfriamento do local está contaminada e uma boa parte infiltrou-se no solo, ainda sem previsão das consequências. As águas nas cidades de muitas cidades do Japão continuam sendo monitoradas para detectar qualquer indício de contaminação pelo subsolo.

Carros abandonados que aos poucos estão sendo engolidos pela mata

Altos índices de radiação na área

O tempo foi “congelado” no momento da evacuação. Tudo ficou como estava

Nem motos puderam ser retiradas por estarem contaminadas

Um mercado como foi abandonado, cheio de mercadorias que aos poucos estão sendo destruídas pelo tempo

Estacionamento de bicicletas que foram abandonadas e também serão brevemente engolidas pela ferrugem e mato

Fotos de como está a cidade de Pripyat – Ucrânia, depois do acidente nuclear de Chernobil

A Usina Nuclear de Chernobil explodiu no dia 26 de abril de 1986 – O acidente na usina nuclear de Chernobil na cidade de Pripyat – Ucrânia aconteceu já faz 30 anos. Ainda hoje pessoas morrem pela exposição a radiação. Naquele dia houve um descontrole nos equipamentos de proteção. Isso acarretou no superaquecimento do reator nuclear, que explodiu, pegou fogo e jogou no ar partículas de radiação.

Pripyat (em ucraniano: При́п’ять, Pryp’yat’; em russo: При́пять, Pripyat’) é uma cidade fantasma no norte da Ucrânia, perto da fronteira com a Bielorrússia.[2] Próximo à cidade fica a central nuclear de Chernobil, lugar onde ocorreu o maior acidente nuclear da história (em abril de 1986).

A cidade documenta bem a era mais tardia da União Soviética, visto que os edifícios abandonados (de apartamentos, hospitais, etc.) ainda contêm objetos desses tempos idos, como brinquedos, roupas e discos. A cidade em si e os arredores não são seguros como lugar de habitação pelos próximos séculos

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Os cientistas supõem que os elementos radioativos mais perigosos precisarão de 900 anos para atingir níveis que permitam ao ser humano voltar a habitar a zona. (Wikipedia).

As cidades próximas, como Pripyat, tiveram que ser rapidamente evacuadas. Todos saíram levando alguns documentos e a roupa do corpo, deixando para trás tudo, porque a contaminação já tinha chegado com o ar. O que ficou deveria ser descartado, carros, casas de comércio, hospitais, mercados e escolas, que até hoje estão sendo tomadas pelo mato. As fotos tiradas agora são impressionantes e assustadoras de que o homem prepara sua própria destruição.

Cidade de Pripyat

A cidade de Pripyat tinha 50 mil habitante e dentro de 36 horas todos foram retirados

A cidade ficou deserta e só entravam nela as pessoas devidamente protegidas da radiação e mesmo assim, só podiam permanecer poucas horas no local. Olhando hoje as fotos, notamos que o mato está tomando tudo. A cidade logo será uma floresta, que segundo as autoridades, nunca mais será habitada. O mínimo estipulado para uma reocupação são 900 anos, para que a contaminação de dissipe e fique a níveis toleráveis.

 

O parque de diversões que hoje é um parque fantasma

Equipamentos, máquinas, tanques, caminhões, helicópteros, carros e tratores que foram usados no dia do acidente. Depois da construção de uma enorme caixa de concreto para isolar o vazamento radioativo, foram abandonados próximo do local e ficarão lá para sempre.

Uma sala de aula, na época,  abandonada as pressas pelos alunos e professores

Foto tirada logo após o acidente de Chernobil

Foto de como ficou a proteção de concreto misturado com chumbo para isolar o vazamento de radiação com potencial de contaminação durante pelo menos 20 mil anos

Construção da enorme cobertura

A partir de 2015 iniciou-se a construção uma cobertura sobre trilhos de 75 metros de altura. Depois de pronta será empurrada para proteger do tempo a proteção de concreto que isola o centro do vazamento. A proteção de concreto ainda vai ser reforçada com mais uma grossa camada de concreto para garantir o isolamento interno.

A estimativa é de que a estrutura de concreto dure pelo menos 100 anos, tempo que deverá ser monitorada 24 horas por dia. Uma usina nuclear que, sem produzir nada de energia, vai gerar despesas pela eternidade.

O que você acha disso? Vale a pena usar a energia nuclear, na sua opinião?

Por: F.S.Em: 15 de setembro de 2016 | Em Curiosidades  | Tags: , , ,  
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Uma resposta para “Chernobil e Fukushima, desastres nucleares históricos”

  1. Existem situações diferentes entre uma bomba e uma usina nuclear. Na bomba, a ogiva atinge o núcleo do átomo de Hidrogênio desintegrando-o, e como consequência suas partículas tentam ocupar os núcleos de outros átomos vizinhos e numa proporção geométrica, a reação em cadeia transforma matéria em energia quase que instantaneamente. É o mesmo que um Gênio da Lâmpada de Aladim, num estalar de dedos, fizesse surgir uma cidade em tamanho natural, dentro de uma caixa de fósforos. A expansão é tão instantânea que atinge temperaturas que podem derreter pedra, além de restar uma radiação totalmente nociva aos seres vivos. Já a usina nuclear, utiliza pastilhas desenvolvidas à partir do Urânio, e trabalha bombardeando esta pastilhas com controle, permitindo gerar altas temperaturas, como combustível para aquecer água egerando vapor de alta pressão, que por sua vez acionam turbinas mecânicas pra movimentar um gerador elétrico e transmitir energia elétrica. Neste caso, um descontrole não fará explodir como uma bomba atômica, mas irá derreter tudo o que está ao seu redor. O maior problema aí é com a nuvem de vapor da água de refrigeração altamente contaminada e que se vazar para o ambiente, poderá ser levada pelo vento e contaminar tudo até onde o vento levar, causando sérios danos ao ambiente e principalmente aos seres biológicos. Trata-se apenas de vapor de água radioativa, e não explode. A palavra “CÂNCER” passa a ser o top 10 das consequências. Para quem acredita em Síndrome da China, lembre-se que no centro da Terra, a gravidade se anula, ou seja, é daqui para lá da mesma forma que é de lá para cá. Só para terem uma ideia, na Cidade de Poços de Caldas, em 1980, trabalhei na mina onde se extraia o minério de urânio e era transformado um pó amarelo conhecido como Yellow cake, ou Diuranato de amônia, matéria prima para todo o resto, Na concentração deste processo, é utilizado querosene em grande quantidade, uma piscina enorme. Pois bem, na construção da fábrica, nem havia urânio ainda, por uma distração de um operário ao utilizar uma ferramenta para esmerilhar estruturas de ferro, sem querer botou fogo na piscina de querosene, que prontamente foi apagado pela brigada de incêndio com a ajuda do corpo de bombeiros. No dia seguinte, o jornal local publicou matéria salientando que “se não fosse a perícia da brigada de incêndio, tudo poderia ter ido pelos ares” !
    Aí eu digo …. Menos!!! Menos !!!

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