Riscos para saúde ao tomar remédios vencidos

Quem não tem uma caixa cheia de medicamentos em casa? É comum separar uma repartição do armário ou uma caixa de sapatos, aquela que encaixa direitinho no armário, para guardar os remédios que tomamos continuamente ou lá de vez em quando, para tratar alguma dor de cabeça ou resfriado.

Só que, sempre sobram aspirinas, Anador, Mellhoral Infantil e outros analgésicos, que ficam esquecidos por um bom tempo. Alguns controlados, como antibióticos, que são os não recomendados tomar depois de expirados os vencimentos. Tirando os remédios contra dor que são mais comuns, todos os outros medicamentos, na maioria das vezes as sobras, devem ser descartados e não guardados.

Aqueles que ainda estão na validade, poderão ser entregues em farmácias populares ou centros de coleta que existem em muito municípios, para que, possam ser reaproveitados com a ajuda de farmacêuticos ou médicos. Depois de revistos, geralmente são disponibilizados para a população mais carente.

Ou seja, se não vai mais usar, doe em uma farmácia popular. Poderá salvar vidas com esse gesto

A maioria dos medicamentos vencidos não fazem mal nenhum para saúde e nem bem. Só que dependendo do medicamento não vai fazer mais efeito, ainda mais se a validade passar muito tempo.
Outros podem até causar alguns efeitos colaterais indesejados, piorando seu estado, no lugar de melhorar. O SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas comprovou que as intoxicações causadas por medicamentos estão entre os primeiros lugares de atendimentos desde 1996, mas as causas maiores são por uso incorreto e não por estarem na validade ou vencidos.

Como fazer o descarte de medicamentos controlados (Portaria SVS/MS nº 344/1998)?

 

Resposta: Os medicamentos controlados vencidos devem ser identificados e separados dos estoques comercializáveis. O Farmacêutico deve dirigir-se à Autoridade Sanitária Local, que orientará sobre a destinação correta dos medicamentos e insumos farmacêuticos a serem descartados.

Validade de produtos

Os vencimentos tanto dos medicamentos, quanto de qualquer outro produto, são calculados com muito cuidado e critérios. Estudos são efetuados com testes exaustivos até que fique comprovado até quanto temo o produto permanece em bom estado com suas propriedades intactas, só depois, é que são fixados tempo de validade.

Por isso mesmo, que passado esta data, eles acabam perdendo o efeito indicado.

A ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária é responsável pelo acompanhamento e fiscalização da validade dos medicamentos e todo seguimento de cosméticos e perfumarias. Qualquer irregularidade nas validades ou produtos que sofrem adulterações nas datas, a indústria é punida com advertência, multa e até cancelamento do registro de fabricação do produto.

Anvisa publica nova certificação de Boas Práticas para estudos de medicamentos
A Anvisa publicou, nesta quinta-feira (09/10), a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) Nº 56/2014, que trata sobre a Certificação de Boas Práticas para a realização de estudos de Biodisponibilidade/Bioequivalência (BD/BE) de medicamentos. Uma das novidades da nova certificação é o prazo de validade, que foi alterado para 2 anos a partir do vencimento do certificado anterior. Também foi publicada a Instrução Normativa (IN) Nº 9, que aprova o roteiro de inspeção nos centros.

O governo brasileiro gasta milhões de reais com o descarte de medicamentos e artigos hospitalares vencidos, muito mais por má gestão de compras, armazenamento e distribuição. A compra é efetuada e vai para centros de distribuição para todo o Brasil, sendo estes centros responsáveis por enviar a todos os municípios. Só o Rio de Janeiro gasta 30 milhões de reais por ano para pagar uma empresa que administra o recebimento, controle da validade, distribuição de todos medicamentos recebidos e o descarte das sobras com datas vencidas.

Por: F.S.Em: 1 de dezembro de 2016 | Em Saúde  | Tags:  
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