Reclamar Demais Faz Mal Para A Saúde, Revela Estudo

“As coisas andam difíceis de engolir nesse nosso tempo. É o caos instaurado em tantas instâncias que de vez em quando a gente fica meio perplexo e bestificado diante de tanta coisa ruim que lemos todos os dias”. Coisa comum de se ler ou ouvir, não?

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O que vem sido estudado há algum tempo por um grupo de cientistas do Psych Pedia é o fato de que nós, seres que vivem através de uma rede intrincada de hábitos que acabam por determinar nossas ações, acabam também por determinar a forma e o esquema mental em que produzimos nossos pensamentos.

Assim, quanto mais reclamações e pensamentos negativos nós produzirmos ao longo do nosso dia-a-dia, mais intrincada fica a rede, só que pendendo, por fim, para um lado muito mais negativo. E assim, é como se quanto mais negatividade produzirmos, mais negatividade nosso cérebro tenderá a produzir.

É como se este hábito de reclamar e sempre observar o lado ruim da situação antes de considerar o lado bom fosse recriando as estruturas do nosso cérebro. Dessa forma, toda vez que um pensamento ruim surge, abre-se um precedente perigoso para que no futuro outro pensamento ruim surge de forma aleatória e sem muito controle por parte daquele que pensa.

Ademais, a pesquisa ainda aponta que em meio a esta negatividade, nosso corpo também é condicionado a reagir: a imunidade fica mais baixa – ou seja, acabamos ficando mais vulneráveis a infecções ambientais – e nossa pressão arterial se eleva – podendo, por fim, acabar aumentando consideravelmente o risco de infarto e acidente vascular de qualquer ordem.

Esta cadeia de pensamentos se organiza da seguinte forma: a comunicação entre os neurônios se dá através de sinapses – que são impulsos elétricos que fazem com que os neurônios se liguem através desta ponte muito sutil. A questão é que existe também uma outra estrutura chamada de “fenda sináptica”, que é como um intervalo entre as sinapses.

O que acontece, então, é que quanto mais pensamento negativo nós produzimos, mais curto é este intervalo da fenda sináptica. Ou seja: o cérebro cria um hábito de se conectar sempre com um neurônio em que este caminho já foi feito, tornando a resposta sempre mais imediata. É assim que também surgem os chamados pensamentos repetitivos, o que quer dizer que, sim, quanto mais coisas ruins pensarmos, maior é a chance desta coisa ficar sendo replicada por nosso cérebro.

Outro dado relevante é que quanto mais raiva e frustração nós produzimos, maior é a quantidade de cortisol que o nosso organismo despeja sobre ele. Este hormônio é aquele considerado como “o hormônio do estresse”, por estar sempre presente em altas quantidades em quem vive este tipo de vida mais complicada.

O que nem sempre se fala, no entanto, é o perigo presente nesta configuração perigosa:

Quanto mais cortisol, maior a pressão arterial e maior é o colesterol, menor é a robustez do sistema imunológico e a capacidade de aprendizagem e memória. E qual é, geralmente, o resultado desta combinação tão perigosa? Obesidade, aumento no risco do diabetes e doenças cardiovasculares.

Por fim, o ciclo é tão vicioso que os problemas causados por conta deste ciclo acabam se tornando também outras fontes de problemas.

Parece que, por fim, a questão do “pensar coisas ruins atrai coisas ruins” não fica mais só nos manuais de religiões holísticas, não é mesmo?

*** ilustramos este post com diversos gifs de pessoas e não-pessoas sorrindo para quebrar o ciclo de coisas ruins aí na sua cabeça e achamos que é muito mais legal ver os gifs do que ficar pensando em outras coisas ruins ***

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